FAQ

Perguntas frequentes

Tudo o que as pessoas realmente perguntam antes e depois de instalar o Missivus. O detalhe técnico aprofundado vive na documentação do plugin no GitHub; esta é a versão curta e honesta.

A caixa de correio partilhada precisa de uma licença Microsoft 365?

Não. Uma caixa de correio partilhada do Exchange Online é gratuita até 50 GB e não precisa de licença atribuída — e é exatamente essa a ideia. O Missivus autentica-se como aplicação, não como a caixa, por isso ninguém inicia sessão nela e nada se paga por ela. Uma licença só se torna necessária se a converter numa caixa de utilizador, a colocar em retenção legal ou lhe atribuir um arquivo.

Porque não usar simplesmente SMTP? O Matomo já o suporta.

Porque a Microsoft descontinuou o SMTP com autenticação básica no Microsoft 365. O que resta é o SMTP AUTH com OAuth2, que a via de e-mail do Matomo não fala, ou um fluxo legado que a Microsoft desativa em todo o tenant e que transforma a palavra-passe de um utilizador licenciado numa credencial de servidor partilhada. A própria FAQ do Matomo passou a tratar o caminho SMTP do Microsoft 365 como não suportado. O Graph com permissões de aplicação não tem nenhum destes problemas — sem palavra-passe, sem utilizador, sem licença, e com uma credencial limitada pelo Exchange a uma caixa de correio.

Segredo de cliente ou certificado — qual devo usar?

Comece com um segredo de cliente — dois cliques no Entra, nada no sistema de ficheiros, e a via que o guia documenta. Um certificado é mais forte, porque a credencial nunca viaja no corpo de um pedido, e vale a pena se a sua política de segurança o exigir. Ambos estão totalmente implementados; pode trocar a qualquer momento na página de definições.

Como rodo o segredo de cliente?

Crie o novo segredo no Entra — o antigo continua a funcionar até expirar, por isso não há janela de indisponibilidade. Copie o novo Value (não o Secret ID), cole-o nas definições do Missivus, guarde, prima «Send test email» e depois apague o segredo antigo. O Missivus guarda o token de acesso em cache durante, no máximo, 55 minutos, nunca o segredo, pelo que nada precisa de ser reiniciado.

O que acontece a anexos com mais de 3 MB?

São enviados. O Graph limita anexos inline a 3 MB, pelo que acima disso o Missivus muda automaticamente para a via de carregamento por segmentos do Graph — criar um rascunho, carregar por blocos, enviar. A decisão é feita por mensagem e em função do tamanho. Não há definição para isto, deliberadamente — os PDF de relatórios agendados nunca podem falhar por causa do tamanho.

Porque é que o guia pede Mail.ReadWrite além de Mail.Send?

Apenas para essa via de anexos grandes — criar um rascunho e abrir uma sessão de carregamento não estão cobertos por Mail.Send. Se nunca enviar anexos acima de 3 MB, Mail.Send basta; se um dia enviar, a falha é visível e nomeia a permissão em falta. Ambas as permissões ficam delimitadas pela mesma política de acesso, pelo que Mail.ReadWrite não concede nada fora da única caixa partilhada.

A política de acesso de aplicação é mesmo necessária?

Sim — trate-a como parte da instalação, não como endurecimento opcional. Sem ela, Mail.Send como permissão de aplicação deixa a aplicação enviar como qualquer caixa de correio do seu tenant. A política restringe-a a uma. O guia inclui os comandos de verificação e pede-lhe que não continue enquanto o segundo teste não devolver Denied.

O botão do e-mail de teste está desativado. E agora?

O teste envia com as definições que estão guardadas, não com o que está escrito no ecrã. Preencha os campos, marque «Send email through Microsoft Graph» e clique em Save — o botão ativa-se logo a seguir, e a nota por baixo indica o que ainda falta.

O meu Matomo corre em Docker e não consigo colocar ficheiros em plugins/. Posso carregar o zip?

Sim, com uma alteração temporária de uma definição — enable_plugin_upload. Vem desativada porque permite a qualquer superutilizador carregar PHP que o Matomo executa, por isso o guia acompanha-o a ligá-la, carregar, ativar e — muito importante — voltar a desligá-la de imediato.

O Missivus estraga o meu e-mail se o instalar e não fizer nada?

Não. É distribuído desativado — ativar o plugin não muda nada até marcar «Send email through Microsoft Graph». Desativá-lo repõe o transporte original do Matomo, sem nada para limpar. O fallback opcional para as definições de e-mail do próprio Matomo também vem desligado por predefinição — uma falha que se vê vale mais do que um e-mail que desaparece em silêncio.

Recebi um código de erro AADSTS da Microsoft. O que significa?

Os suspeitos do costume — AADSTS7000215 significa que o segredo está errado, quase sempre porque foi copiado o Secret ID em vez do Value. AADSTS900023 é um ID de tenant errado. ErrorAccessDenied significa que a política de acesso não cobre a caixa de correio ou que o consentimento de administrador nunca foi concedido. A tabela completa, com correções, está na secção de resolução de problemas do guia de instalação — e os segredos são censurados antes de qualquer registo, por isso os erros podem ser colados num issue sem risco.

Funciona com outros plugins do Matomo que enviam e-mail?

Tudo o que envia através de Piwik\Mail passa pelo Missivus — reposições de palavra-passe, relatórios agendados, alertas e plugins de terceiros que usam corretamente a camada de e-mail do Matomo. Um plugin que abra a sua própria ligação SMTP não é afetado. Está em desenvolvimento um plugin irmão para WordPress, com o mesmo transporte.

Precisa de mais profundidade?

O guia de instalação, a revisão de segurança e o issue tracker vivem no repositório do plugin.

Documentação no GitHub